Para garantir a navegabilidade e a segurança operacional no Canal de Paranaguá, a Portos do Paraná iniciou a campanha de dragagem de manutenção de 2026. A operação é feita pela draga Vox Amália, da empresa Van Oord, e deve ser concluída até o fim de junho.
A dragagem de manutenção garante as condições adequadas para a navegação do canal, já que ocorre um acúmulo de sedimentos ao longo do tempo no fundo do canal, reduzindo a profundidade disponível para a passagem das embarcações.
“Como o calado operacional do Porto de Paranaguá é de 13,3 metros, precisamos garantir uma profundidade segura para a navegação”, explicou a coordenadora de Engenharia Marítima da Portos do Paraná, Julia Teresa Bruch.
Somente em 2025, 2.892 navios acessaram os portos paranaenses por meio do canal de acesso, que possui mais de 40 quilômetros de extensão. A eficiência operacional do canal permitiu que a empresa pública atingisse a movimentação histórica de mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas.
A dragagem começa com a batimetria, método utilizado para medir a profundidade das áreas submersas e mapear o relevo do canal. Esse processo é essencial para determinar o volume exato de sedimentos que precisa ser removido em cada trecho.
A draga opera 24 horas por dia, e todos os ciclos são realizados em conformidade com as normas ambientais. Durante a operação, são removidos os sedimentos acumulados no trecho que se estende desde a entrada do Canal de Paranaguá até a bacia de evolução de Antonina.
A Vox Amália é uma draga de bandeira holandesa do tipo Hopper, com capacidade para até 18 mil metros cúbicos. “A draga retira os sedimentos acumulados, que são transportados para a cisterna interna e, ao fim do ciclo, o material é despejado em uma área segura”, destacou o coordenador de Infraestrutura e Acostagem da Portos do Paraná, Jonathan Evangelista Ferreira.
A campanha é executada pelo Consórcio Itiberê Dragagem, mantido pela Portos do Paraná, e segue as exigências previstas na janela ambiental.
Fonte: Governo PR




















