Bombeiros lançam Operação de Combate a Incêndios Florestais e fortalecem integração entre órgãos

Foto: Igor

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) lançou nesta terça-feira (2), em Curitiba, a Operação de Combate a Incêndios Florestais 2026 (OPCIF). O lançamento, que contou com a presença do vice-governador Darci Piana, ocorre no período de maior incidência de incêndios florestais no Estado.

A solenidade acontece em conjunto ao 2º Simpósio da Operação Estadual Integrada de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, que reúne representantes de instituições estaduais, federais e entidades parceiras para alinhar estratégias, compartilhar experiências e apresentar ações voltadas à prevenção e resposta.

“Um evento como este fortalece o trabalho integrado para enfrentar os incêndios florestais no Paraná. Temos uma corporação preparada e bem equipada, que é um orgulho de todos nós, atuando em conjunto com outros órgãos para fazer frente a esses desastres”, disse o vice-governador. “O Paraná é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e referência em sustentabilidade. Os incêndios florestais representam um risco para a nossa produção, por isso essa preparação é essencial”.

A Operação de Combate a Incêndios Florestais, que será realizada entre junho e outubro, busca reduzir a incidência dessas ocorrências e mitigar suas consequências por meio da prevenção, do monitoramento constante, da preparação das equipes e da atuação integrada entre instituições públicas, entidades parceiras e a sociedade.

“O Paraná é referência estadual no combate a incêndios florestais, e hoje damos início a essa operação junto com diversos órgãos estaduais, federais e civis”, salientou o secretário estadual da Segurança Pública, Saulo Sanson. “Com o inverno chegando e a previsão de estiagem, é a hora de nivelar todos os nossos operadores para termos mais eficiência no combate aos incêndios florestais”.

Essa integração envolve também, além dos órgãos oficiais, as brigadas municipais, brigadistas de unidades de conservação, brigadas de montanhistas, comunidades tradicionais e órgãos ambientais, formando uma ampla rede de prevenção e resposta em todo o Paraná.

“O Corpo de Bombeiros coordena a Operação de Combate a Incêndios Florestais no Paraná e entende que a integração é um dos pilares para o sucesso desse trabalho. Este encontro permite alinhar estratégias, compartilhar informações e potencializar recursos entre todas as instituições envolvidas”, afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Antônio Hiller.

Ele ressaltou que a atuação coordenada amplia a capacidade de prevenção aos incêndios florestais “Essa integração ajuda a fortalecer a resposta operacional e reduz os impactos dos incêndios para a população, para o meio ambiente e para a economia do Estado”, destacou.

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MONITORAMENTO – A diretora-executiva do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Vanessa D’Ávila, explicou que o período mais seco no outono e no inverno favorece a incidência de focos de incêndio no Estado. “Normalmente este é período de seca prolongada, com menores índices de chuva. Quando há uma permanência muito grande desse período de estiagem, acaba tendo problemas com focos de incêndio”, disse.

“Mesmo com a previsão de El Niño, sabemos que o fenômeno tem atuações diferentes, podendo ter um maior volume de chuva ora na metade Norte ou na metade Sul do Estado em alguns períodos”, ressaltou. “Então mesmo a incidência no El Niño não é garantia que não haverá incêndios. E ainda tem possibilidade de ele contribuir com maiores períodos de estiagem”.

O Simepar é gestor da plataforma VFogo, sistema de vigilância de incêndios e focos de calor desenvolvido com softwares livres. A ferramenta combina dados geográficos e de sensoriamento remoto para identificar ocorrências em tempo real e auxiliar a tomada de decisões das equipes envolvidas na prevenção e no combate aos incêndios.

“Ela é baseada em imagens de satélite e dados de estações meteorológicas e identifica os focos de calor no Estado, o que ajuda o Corpo de Bombeiros na mobilização e identificação de pontos de incêndio. O VFogo é uma ferramenta essencial nesse período de seca”, explicou Vanessa. “Temos trabalhado em conjunto com a corporação há muitos anos, inclusive nas situações mais difíceis que ocorreram nos últimos anos, e colaboramos para a mobilização do Estado”.

MAIS EFETIVO E ESTRUTURA – Nos últimos anos, o Governo do Estado reforçou a estrutura de combate aos incêndios florestais com novos equipamentos, viaturas especializadas e aeronaves. Entre os recursos empregados estão o helicóptero Arcanjo 01, equipado com helibalde para lançamento de água sobre focos de incêndio, além do apoio de aviões disponibilizados por meio da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil.

O Estado acabou de finalizar a compra de oito robôs de combate a incêndios de grandes dimensões. Uma equipe da Defesa Civil está na Europa para receber e treinar o uso e manuseio dos equipamentos, que são fabricados por uma empresa alemã.

“Estamos destinando uma série de equipamentos ao Corpo de Bombeiros, inclusive esse robôs de alta vazão, com cerca de 6 mil litros por minuto de vazão de água”, explicou o coordenador-executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Ivan Ricardo Fernandes. “Nossa equipe está na Alemanha recebendo esses equipamentos e imaginamos que nas próximas semanas já tenhamos os robôs em atuação no Paraná”.

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Os robôs são uma das soluções tecnológicas mais avançadas disponíveis, reunindo, em uma única plataforma, capacidades de ventilação tática, supressão térmica por névoa d’água e operação remota em ambientes críticos, permitindo atuação mais segura e eficiente em cenários de risco elevado para as equipes de resposta.

Além de equipamentos ultramodernos, uma nova turma com 698 novos bombeiros iniciaram, no mês passado, o Curso de Formação de Praças (CFP) 2026. O grupo representa a maior turma de soldados que já ingressou na corporação em toda a história da instituição. Eles vão reforçar os batalhões de todo o Paraná e poderão ser destacados nas operações de combate a incêndios mesmo durante o período de formação.

CONSCIENTIZAÇÃO – Além do fortalecimento da capacidade de resposta, a operação também tem como foco a prevenção. De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), cerca de 90% dos incêndios florestais têm origem em ações humanas, tornando a conscientização uma das ferramentas mais eficazes para reduzir ocorrências.

Nesse contexto, o Corpo de Bombeiros desenvolve ações educativas em parceria com diferentes instituições. Uma delas é a cartilha Turma dos Guardiões da Floresta, produzida em conjunto com a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE), que utiliza linguagem acessível e personagens infantis para conscientizar crianças e famílias sobre os riscos das queimadas e a importância da preservação ambiental.

SIMPÓSIO – O simpósio reúne diversos órgãos e entidades envolvidas com o tema, como a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, o Simepar, do Instituto Água e Terra (IAT), o ICMBio e a APRE. Os incêndios florestais são classificados como desastre devido aos impactos que provocam sobre o meio ambiente, a economia, a saúde pública e a segurança da população.

Embora o termo remeta às áreas de floresta, qualquer fogo não planejado ou fora de controle que consome áreas de vegetação, sejam florestas nativas ou plantadas, pastagens ou capoeiras, é classificado como incêndio florestal. No Paraná, a maior parte das ocorrências registradas pelo Corpo de Bombeiros ocorre em vegetação de terrenos baldios.

Fonte: Governo PR

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