Bancos de leite do Paraná atendem 5 mil bebês em 2026 e reúnem histórias de superação

Histórias de doação e superação marcam atuação da rede de bancos de leite humano do ParanáFoto:

O dia 19 de maio é o Dia Mundial de Doação de Leite Humano, que é marcado pela conscientização e importância da doação. No Paraná, a estrutura de 15 bancos de leite e 19 pontos de coleta foi responsável por alimentar quase 19 mil bebês que precisavam do suporte em 2025 e quase 5 mil entre os meses de janeiro a março de 2026.

Entre estes números, estão histórias como as de Natally e Caciane. Natally Antunes Benedetti, 30 anos, experimenta um novo momento de sua vida com a maternidade e também como doadora de leite materno. Ela teve sua bebê no mês de fevereiro e em poucos dias passou a fornecer também para o Banco de Leite de Londrina. “Doei porque tenho bastante leite, comecei a congelar, mas não estava usando para minha bebê. Então fiquei com dó do desperdício”, lembra.

Natally conheceu o trabalho dos bancos de leite por meio de uma amiga. Depois de entrar em contato com a unidade de Londrina, ela recebeu todo o material para fazer a retirada e conservação em casa. “Eles prontamente vieram até a minha casa trazer os potes e me explicar todo o processo”, diz.

Atualmente ela consegue doar até oito potes de leite por semana e está feliz em poder apoiar quem precisa. “Fico muito feliz em saber que estou ajudando outros bebês a terem a melhor nutrição, que é o leite materno. Sei que algumas mães não têm essa produção e outros bebês nem mãe tem. Então é muito satisfatório poder ajudar e fazer o bem”, afirma.

Do outro lado está Caciane Fornaria, 31 anos, que teve o parto prematuro, e sua bebê nasceu com pouco mais de cinco meses e 668 gramas. Os primeiros dias foram de muita tensão, medo e preocupação, pois a criança ficou internada no CTI Neonatal em razão de sua fragilidade.

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Sem conseguir amamentar nos primeiros dias, ela foi tranquilizada pela equipe de que a criança não ficaria sem leite. “As equipes me orientaram muito bem, na questão da amamentação, os horários e sobre o leite que a minha bebê estava tomando no momento, que era leite humano, do banco de leite”, conta.

A bebê precisou ficar mais de três meses no hospital, com a companhia da mãe e da família. A amamentação foi decisiva para a melhora até chegar ao peso de dois quilos e estar pronta para ir para casa. “Eu podia ficar com ela na hora que eu quisesse. Os médicos e toda a equipe sempre nos falaram sobre a importância do vínculo materno”.

A experiência de ver sua filha ser atendida com leite doado transformou mais uma mãe em doadora. Caciane passou a amamentar ainda durante o período no hospital e doava o excesso. “Quando sobrava leite, eu fazia doação com muita gratidão”.

Agora, ela e sua filha estão em casa e se adaptando a um novo momento da maternidade. “Hoje eu quero mostrar para todas as mães a importância de um banco de leite”.

ESTRUTURA – A Rede Estadual de Bancos de Leite Humano conta com 34 unidades, destes 15 bancos e 19 postos de coleta, que são responsáveis pela coleta que atendeu quase 19 mil bebês em 2025. Clique AQUI para saber onde há um banco de leite mais próximo.

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De acordo com dados da Sesa, neste ano, entre janeiro a março, foram coletados 6.725 litros de leite humano de 4.133 doadoras, que beneficiaram 4.939 recém-nascidos.

No entanto, o número de doadoras ainda é menor do que a demanda existente nas unidades hospitalares do Paraná. Segundo estimativa da coordenação dos bancos de leite humano do Paraná, os estoques trabalham com 60% do que seria necessário todo o mês. Na cidade de Londrina (Norte), por exemplo, a coleta média é de 160 litros mensais, mas a demanda é de 250 litros. No Hospital do Trabalhador, em Curitiba, o banco de leite precisa de 40 litros mensais, mas trabalhava com 22 litros no início do mês de maio.

Não existe quantidade mínima para doar. Cada frasco coletado pode fazer a diferença na recuperação de diversos bebês prematuros. Estima-se que um litro de leite materno seja capaz de alimentar até 10 recém-nascidos por dia.

DOAÇÃO – A coleta é feita de forma segura e prática. Todos os utensílios necessários são fornecidos e as equipes dos Bancos de Leite Humano realizam visitas domiciliares para buscar o leite doado, além das orientações sobre higiene, coleta e congelamento adequado.

Após o recolhimento, o leite passa por rigorosos processos de análise, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído aos hospitais.

Em Curitiba, o Banco de Leite Humano do Hospital do Trabalhador atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp: (41) 99709-0098.

Fonte: Governo PR

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