Assistência básica e urgências: Unidades Mistas de Saúde avançam por todo o Estado

Com foco em descentralização, Paraná avança em obras de Unidades Mistas de Saúde por todo o EstadoFoto:

O plano de expansão das Unidades Mistas de Saúde (UMS) avança no Paraná com duas estruturas concluídas, dez com obras em andamento e outras 23 construções previstas no Estado. O projeto, desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), transforma a infraestrutura de atendimento no Interior ao concentrar, em um único espaço, os serviços de rotina da Atenção Primária (UBS) e o suporte de pronto atendimento sete dias por semana.

O investimento total, englobando as duas unidades já prontas, as obras em andamento e as previstas, passa de R$ 139 milhões.

As duas primeiras estruturas com obras finalizadas ficam em Maria Helena, unidade que já atende a população, e Ivaté,municípios do Noroeste do Estado. Em outras dez cidades seguem com os canteiros de obras ativos em ritmo avançado: Quatro Pontes (93,54% de execução), Mariluz (75,88%), São Sebastião da Amoreira (75,01%), Jaguapitã (68,80%), Jataizinho (62,38%), Boa Esperança (60,05%), São Jorge do Oeste (59,14%) e Fernandes Pinheiro (40%), além de Telêmaco Borba e Cantagalo, que iniciaram as obras recentemente.

O foco é regionalizar a saúde e encurtar a distância para o acesso a um serviço de qualidade. O secretário de Estado da Saúde, César Neves, destaca que a melhoria estrutural impacta diretamente a eficiência do atendimento local.

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“A proposta das Unidades Mistas de Saúde cumpre rigorosamente a nossa missão de descentralizar o atendimento no Paraná, levando medicina de qualidade para perto da casa do cidadão. É uma estrutura moderna que dá suporte e mantém o paciente no próprio município, evitando deslocamentos desnecessários para grandes centros em casos que possam ser resolvidos localmente”, afirmou.

ENGENHARIA – O projeto arquitetônico padrão foi idealizado para otimizar o fluxo de pacientes e equipes médicas. Cada unidade conta com uma área construída de 643 metros quadrados, cujo valor de repasse do Estado gira em torno de R$ 4,5 milhões. A Sesa pode viabilizar recursos para a compra de equipamentos.

Ampliando esse cinturão de infraestrutura, a Sesa já emitiu a autorização para que mais quatro municípios iniciem os processos licitatórios de suas obras: Luiziana, que teve a assinatura da ordem de serviço anunciada na sexta-feira (29), Francisco Alves, Santa Lúcia e Goioxim.

Também, outros 19 municípios estão habilitados para a fase de planejamento técnico e de projetos para o início das futuras obras: Barra do Jacaré, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Farol, Guapirama, Iguaraçu, Ivatuba, Janiópolis, Maringá, Maripá, Marmeleiro, Nova Fátima, Pérola D’Oeste, Rebouças, São João, São Tomé, Santo Inácio, Tapira e Xambrê.

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DIFERENCIAL – O principal diferencial técnico das unidades mistas de saúde é a disponibilização de leitos para estabilização de pacientes em estado mais grave, garantindo suporte inicial seguro até que sejam encaminhados para hospitais de maior porte, quando necessário.

Essa integração entre atenção básica e pronto atendimento representa um avanço importante na rede pública de saúde, aproximando serviços essenciais da comunidade.

A unidade elimina a necessidade de o paciente buscar mais de uma estrutura de saúde para demandas distintas, uma vez que o mesmo espaço comporta atendimentos de diferentes complexidades.

Além de melhorar a resolutividade dos casos de menor complexidade no próprio município, a Unidade Mista de Saúde reduz a sobrecarga dos hospitais regionais e evita que os pacientes sejam obrigados a viajar para outras cidades em busca de socorro médico imediato.

Fonte: Governo PR

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