Saúde

Alerta no verão: Maringá reforça atenção contra acidentes com aranhas 

Com as férias de verão e as temperaturas elevadas, a atenção contra acidentes com animais peçonhentos torna-se crucial. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná emite um alerta para toda a população, destacando os cuidados necessários com aranhas, especialmente a aranha-marrom (Loxosceles) e a armadeira (Phoneutria), as espécies mais preocupantes do ponto de vista médico no estado. Em Maringá e região, a prevenção e o rápido atendimento são essenciais para garantir a segurança dos moradores e visitantes.

Dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) revelam um cenário que exige vigilância constante: o Paraná registrou mais de 28 mil acidentes com aranhas entre 2023 e 2025, sendo 8.467 apenas em 2025. Embora as Regionais de Saúde de Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava e Pato Branco apresentem os maiores índices de notificações no triênio, o risco é generalizado, e a conscientização em cidades como Maringá é fundamental.

Beto Preto, secretário de Estado da Saúde do Paraná, enfatiza a necessidade de vigilância tanto dentro quanto fora de casa. “Os cuidados devem ser redobrados neste período. O calor do verão aumenta a movimentação desses animais e a prevenção dentro de casa continua sendo a nossa melhor estratégia para evitar acidentes”, ressalta.

Perigo à espreita: as aranhas mais comuns 

Duas espécies se destacam pela relevância médica:

  • Aranha-Marrom (Loxosceles): Responsável pela maioria dos acidentes domésticos, essa aranha de cerca de três centímetros possui hábitos noturnos e não é agressiva. Pica apenas quando é comprimida contra o corpo, muitas vezes ao vestir uma roupa ou calçar um sapato. Esconde-se em locais escuros, pouco movimentados, como atrás de móveis, quadros, rodapés e caixas armazenadas. Entre 2023 e 2025, foram mais de 11 mil acidentes com esta espécie no Paraná. Sua picada pode ser inicialmente indolor, mas evolui para uma lesão endurecida, escura, que pode resultar em necrose e feridas de difícil cicatrização.
  • Aranha-Armadeira (Phoneutria): Conhecida pela agressividade, assume uma posição de defesa e pode saltar até 40 cm. É uma caçadora, frequentemente encontrada sob troncos, bananeiras e entulhos, mas também dentro de sapatos e cortinas. O estado notificou 3.792 acidentes com a armadeira no triênio. Diferente da marrom, sua picada causa dor imediata e intensa, podendo vir acompanhada de náuseas e vômitos.
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Sintomas, primeiros socorros e a importância do atendimento rápido

Em caso de picada, a agilidade no atendimento médico é crucial. Se possível, o animal ou uma foto dele deve ser levado ao serviço de saúde para facilitar a identificação e o tratamento adequado. Como primeiros socorros, lave o local da picada com água e sabão, mantenha a parte atingida elevada e use compressas mornas para aliviar a dor. É fundamental não fazer torniquete, furar a ferida ou aplicar substâncias como pó de café e terra.

“Nossa rede de saúde está plenamente abastecida com soros específicos e conta com o suporte técnico fundamental dos nossos Centros de Assistência Toxicológica (CIATox). O mais importante é que, em caso de acidente, o cidadão procure atendimento médico imediato. Essa agilidade para o diagnóstico e início do tratamento é decisiva para garantir uma recuperação segura e sem sequelas”, orienta Beto Preto.

Maringá conta com atendimento especializado

Para a população de Maringá e profissionais de saúde, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) de Maringá oferece suporte especializado 24 horas. Em caso de dúvidas ou acidentes, entre em contato pelo telefone: (44) 3011-9127.

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Medidas Simples para Prevenir Acidentes:

A prevenção é a melhor ferramenta. Adote estas práticas:

  • No quarto: Afaste camas e berços das paredes; evite que roupas de cama encostem no chão.
  • Vestuário: Sempre sacuda roupas e sapatos antes de usá-los.
  • Barreiras: Vede soleiras de portas e janelas; use telas em ralos de chão, pias e tanques.
  • Limpeza: Mantenha jardins limpos, a grama aparada e evite o acúmulo de entulhos ou lenha junto às paredes de sua residência.

Ao seguir essas orientações, Maringá contribui para um verão mais seguro e tranquilo, minimizando os riscos de encontros indesejados com essas espécies peçonhentas.

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