Maringá

Prefeitura lança programa “Maringá Lixo Zero” para revolucionar gestão de resíduos 

Vista aerea de Maringá | Foto: Rafael Silva

Em um passo audacioso rumo à sustentabilidade, a Prefeitura de Maringá lançou o programa “Maringá Lixo Zero”, uma iniciativa que promete transformar a gestão de resíduos na cidade. Com o foco em soluções inovadoras e o conceito de “Aterro Zero”, o município busca reduzir drasticamente a quantidade de lixo destinada aos aterros sanitários, ampliando o reaproveitamento e a valorização de materiais, em linha com os princípios da economia circular.

O prefeito Silvio Barros destacou a importância do programa, afirmando que ele representa “mudanças significativas e inovadoras na forma de manuseio e destinação dos resíduos”. Segundo Barros, o objetivo é superar o modelo linear tradicional, avançando para uma lógica circular baseada na reutilização e valorização, o que contribuirá para a redução dos impactos ambientais e poderá gerar novas oportunidades econômicas para a cidade.

Busca por soluções tecnológicas

Para concretizar essa visão, Maringá já deu o primeiro passo prático. Um edital de chamamento público está aberto até o dia 14 de abril, convidando empresas e pesquisadores a apresentarem soluções tecnológicas voltadas ao tratamento de resíduos domiciliares e à redução da destinação final ao aterro sanitário. O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) permite que o município avalie tecnologias consolidadas ou com maturidade comprovada, que sejam compatíveis com a realidade local e a legislação vigente.

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José Roberto Behrend, diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), explicou que o PMI é uma ferramenta para que o município possa “conhecer e avaliar soluções tecnológicas que já foram aplicadas em outros locais ou que estão em fase avançada de desenvolvimento”. Ele ressaltou que a iniciativa não gera obrigatoriedade de contratação, mas sim a possibilidade de identificar o que melhor se encaixa na realidade de Maringá, com base em 24 critérios técnicos, ambientais, operacionais e econômicos.

Impacto ambiental e econômico

A necessidade de uma nova abordagem é clara. Atualmente, Maringá destina cerca de 350 toneladas de resíduos domiciliares por dia ao aterro sanitário, uma média de 0,81 quilo por habitante/dia. Uma parcela considerável desse volume possui potencial de reaproveitamento, recuperação ou valorização. Em 2025, o custo anual com a destinação de resíduos sólidos urbanos foi estimado em aproximadamente R$ 18 milhões.

A redução dessa quantidade no aterro não só trará um impacto ambiental positivo direto, mas também benefícios significativos para a saúde pública e uma potencial diminuição dos custos municipais, abrindo caminho para um futuro mais sustentável e economicamente viável para Maringá.

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