Paraná impulsiona energia limpa com projetos de usinas fotovoltaicas para órgãos públicos

Em um passo significativo rumo à sustentabilidade e à eficiência na gestão pública, a Secretaria do Planejamento do Paraná (SEPL), por meio do programa Paraná Projetos, entregou nesta semana os anteprojetos para a construção de usinas fotovoltaicas. As iniciativas, que visam o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) e a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED), prometem uma economia substancial nos cofres públicos e um forte impacto ambiental positivo.

Os anteprojetos, acompanhados da documentação necessária para a licitação, marcam o início da jornada para a implantação de um sistema de geração distribuída. O principal objetivo é reduzir os custos com energia elétrica para as instituições envolvidas, aproveitando o potencial da energia solar.

Mega projeto solar: 20 MW de capacidade instalada

O plano contempla a construção de oito usinas de geração solar fotovoltaica, cada uma com impressionantes 2,5 megawatts (MW) de potência, totalizando 20 MW de capacidade instalada. Uma vez operacionais, essas unidades terão a capacidade de gerar aproximadamente 32 GWh por ano. Essa produção é equivalente ao abastecimento de mais de 15 mil residências de médio porte, representando uma contribuição crucial para a diminuição da dependência de fontes de energia fósseis.

Secretário de Planejamento do Paraná, Ulisses Maia

O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, destacou a relevância da iniciativa:

“O tema da sustentabilidade é uma marca do atual Governo do Estado. Podemos ter certeza que essa iniciativa vai trazer muitos benefícios, bem como estimular outros órgãos e outros municípios a trabalhar a sua produção de energia sustentável, proporcionando mais economia aos cofres do Estado.”

Impacto ambiental e economia duradoura

A transição para a produção de energia limpa resultará em uma redução estimada de cerca de 10 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano. Esse volume equivale ao plantio de mais de 70 mil árvores ou à retirada de 2.500 veículos das ruas, considerando as emissões médias do transporte urbano. Ao longo da vida útil das usinas, estimada em 25 anos, o Estado evitará a emissão de mais de 250 mil toneladas de CO₂, um impacto expressivo no combate às mudanças climáticas.

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As usinas serão estrategicamente distribuídas em terrenos do Estado nos municípios de Ibiporã, Castro, Palmeira, Arapoti, Joaquim Távora, Apucarana, Toledo e Foz do Iguaçu. Cada planta ocupará uma área de cerca de 35.000 m², o equivalente a aproximadamente cinco campos de futebol, e contará com tecnologia de ponta, incluindo sistemas de monitoramento remoto e painéis de última geração.

Benefícios para educação e desenvolvimento rural

Uma das usinas será dedicada exclusivamente à compensação do consumo energético do IDR. As outras sete irão compensar cerca de 34% da energia consumida pelas unidades administrativas e educacionais vinculadas à SEED. Essa compensação gerará uma significativa redução nos gastos públicos com eletricidade, liberando recursos que poderão ser reinvestidos em áreas cruciais como educação e inovação.

O secretário da Educação, Roni Miranda, ressaltou o duplo benefício do projeto:

“A instalação das usinas fotovoltaicas vai servir tanto para economizar energia, mas também para o ensino técnico, com cursos técnicos para os estudantes da rede estadual do Paraná, como, por exemplo, manutenção de placas fotovoltaicas e instalação. Então é dessa forma que fazemos educação. Sustentabilidade, economia e investimento na educação é assim que se faz.”

Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do IDR, complementou:

“É um momento importante para o IDR. A gente poder, além de pensar energia limpa, poder pensar a redução da nossa dependência orçamentária em relação ao gasto de energia. O IDR está presente em todo o estado, com as suas unidades municipais de atendimento aos agricultores, com as fazendas da pesquisa. Temos feito um processo de esclarecimento com eles da importância dessa energia limpa.”

O modelo de Geração Distribuída com Compensação Remota de Créditos de Energia Elétrica, em conformidade com as normas da Aneel, garante autonomia energética e previsibilidade de custos. O investimento total, da ordem de R$ 100 milhões, será proveniente do Plano de Ações da Copel, reforçando a parceria público-privada.

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Com um prazo de implantação de 12 meses, as usinas estarão operacionais e gerando créditos ao final desse período. O contrato também prevê operação e manutenção por 4 anos subsequentes, além de serviços de fiscalização e gestão, assegurando a confiabilidade e o desempenho máximo dos sistemas. O projeto foi desenvolvido ao longo de 2025 pela Paraná Projetos com apoio técnico da Fundação Ezute.

 

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