Paraná brilha no cenário nacional: com liderança em cinco setores, Estado consolida posição estratégica em exportações

Foto: Claudio Neves | Portos do Paraná

O Paraná encerra o ano de 2025 consolidando sua posição como um dos grandes protagonistas do comércio exterior brasileiro. Dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes, com base em levantamentos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) de janeiro a outubro, revelam que o estado alcançou o topo do ranking nacional em exportações em cinco setores distintos. O destaque vai para a capacidade do Paraná de não apenas escoar matérias-primas, mas também artigos com significativo valor agregado, como fertilizantes, carnes, produtos da indústria de moagem, seda e chapéus.

Secretário de Planejamento do Paraná, Ulisses Maia

O secretário do Planejamento do Paraná, Ulisses Maia, celebra a diversificação e a robustez da economia paranaense. “Não somos referência apenas na produção do agronegócio, mas também em outros segmentos. É isso que demonstram os dados do comércio exterior”, afirmou Maia, sublinhando a estratégia do governo em impulsionar setores variados que contribuem para o desenvolvimento econômico do estado.

Seda e manufaturados impulsionam a Balança Comercial

Um dos exemplos mais notáveis do sucesso paranaense é a seda. O estado responde por impressionantes 86% das exportações brasileiras do produto, com faturamento de US$ 10 milhões no período analisado. A seda paranaense, sinônimo de alta qualidade, tem a França como principal destino, onde é absorvida por renomadas marcas internacionais de luxo. A excelência da produção local foi reconhecida em novembro, quando duas produtoras paranaenses, vencedoras do Concurso Seda Paraná, representaram o estado no prestigiado Silk in Lyon, na Europa.

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No segmento de manufaturados, os chapéus também colocam o Paraná na liderança nacional das exportações, com vendas que totalizaram US$ 3,7 milhões nos primeiros dez meses do ano. Municípios como Guaíra, Siqueira Campos, Foz do Iguaçu e Apucarana se destacam como os maiores exportadores municipais do item, superando São Paulo e Rio Grande do Sul.

Agronegócio forte e diversificado

A carne é outro pilar da exportação paranaense. Considerando todos os tipos – bovina, suína, de frango, entre outras –, o estado registrou US$ 3,6 bilhões em vendas, superando Santa Catarina e Mato Grosso. O Porto de Paranaguá, inclusive, se firmou como o maior exportador de carne congelada do Brasil, enquanto o Paraná se destaca como o maior produtor de frango e o segundo maior de suínos no País.

Na indústria de moagem, que abrange principalmente amidos e féculas, o Paraná também lidera com US$ 34 milhões em exportações, impulsionado pela expressiva produção de fécula de mandioca na região Noroeste. Já no comércio de fertilizantes, o impacto é ainda mais substancial: US$ 108 milhões de faturamento para empresas paranaenses, representando 44% do total nacional e reafirmando a importância do setor para a agricultura do estado, que também é um grande importador do insumo.

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Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, ressalta a qualidade dos produtos paranaenses e o ambiente propício para o crescimento. “Artigos de altíssima qualidade, como gravatas e lenços, são fabricados na França tendo como insumo a seda paranaense, o que evidencia a competência dos produtores locais”, afirmou Callado, destacando o investimento do estado em desenvolvimento econômico, seja por meio de financiamentos acessíveis, capacitações ou estímulo ao empreendedorismo.

Investimento em inovação e perspectivas futuras

Além do sucesso nas exportações, o Paraná continua atraindo investimentos. Recentemente, a união entre Renault e Geely promete injetar R$ 3,8 bilhões em um novo ciclo automotivo no estado, evidenciando o ambiente favorável para o desenvolvimento industrial e tecnológico.

De forma geral, as exportações paranaenses totalizaram US$ 2 bilhões em outubro de 2025, um aumento de 3,53% em relação ao ano anterior. No acumulado de janeiro a outubro, o valor atingiu US$ 19,7 bilhões, com destaque para soja em grãos (US$ 4 bilhões), carne de frango in natura (US$ 2,9 bilhões) e farelo de soja (US$ 1 bilhão). O Paraná, que acumula cinco superávits desde 2019, igualando a marca da década anterior, reforça seu compromisso com um crescimento econômico sustentável e diversificado, olhando para o futuro com otimismo e resultados concretos.

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