Uma onça-parda (Puma concolor) foi resgatada em uma área residencial de Maringá, no Noroeste do Paraná, na última terça-feira (03.02), e agora está sob os cuidados especializados para sua recuperação e possível reintrodução à vida selvagem. O felino, uma fêmea jovem, foi encontrado por uma moradora, que imediatamente alertou as autoridades.
O resgate foi conduzido pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), que agiu prontamente após o chamado da residente. A onça, com aproximadamente um ano e meio de idade, foi capturada sem apresentar ferimentos, garantindo sua segurança e bem-estar.
Atualmente, o animal está sendo acompanhado por uma equipe dedicada no Centro de Atendimento à Fauna Silvestre (CAFS), mantido pelo Centro Universitário Filadélfia (Unifil) em Londrina, em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT). No local, ela passará por uma série de exames e avaliações veterinárias para determinar sua condição de saúde e se possui as habilidades necessárias para sobreviver de forma independente em seu habitat natural.
A Puma concolor: um felino adaptável
A Puma concolor, popularmente conhecida como onça-parda ou suçuarana, é um dos felinos mais adaptáveis das Américas. Sua pelagem varia do marrom-claro ao acinzentado, com a região ventral mais clara. Conhecida por sua capacidade de habitar diversos biomas, desde montanhas e desertos até florestas densas, sua característica física pode variar conforme a região geográfica. São animais carnívoros, majoritariamente solitários e com hábitos noturnos, alimentando-se principalmente de pequenos mamíferos e aves. Sua presença em áreas urbanas é um lembrete da expansão humana sobre os territórios selvagens.
O papel fundamental dos CAFS na proteção da fauna
O Centro de Atendimento à Fauna Silvestre (CAFS) da Unifil é um exemplo da rede de suporte à vida selvagem, funcionando conforme a Instrução Normativa 06 de 2025. Esses centros são estruturados para acolher, identificar, registrar, realizar a triagem e fornecer tratamento veterinário a animais resgatados em ações de fiscalização, salvamento ou entregas voluntárias por cidadãos.
A permanência de cada animal no CAFS é determinada pelo tempo necessário para sua completa recuperação. O objetivo primordial é a soltura em seu ambiente natural. Contudo, em situações onde a devolução à natureza não é viável ou representa um risco, os animais são encaminhados para empreendimentos ou mantenedores individuais que possuem as licenças e condições adequadas do IAT para abrigá-los.
Os cuidados prestados são abrangentes, incluindo desde a avaliação médica inicial e tratamento de doenças até acompanhamento biológico, administração de medicamentos, curativos e, quando indispensável, procedimentos cirúrgicos. Esse trabalho é vital para a conservação da fauna silvestre, auxiliando na recuperação de indivíduos e contribuindo para a prevenção do aumento de espécies em risco de extinção.
Como ajudar a fauna silvestre
A colaboração da comunidade é essencial para a proteção dos animais silvestres. Caso aviste um animal ferido ou presencie atividades ilegais contra a fauna, é crucial entrar em contato com as autoridades. As denúncias podem ser feitas através da Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT) ou pelo Disque Denúncia 181. Ao fazer a denúncia, é importante fornecer informações precisas e objetivas sobre a localização e os detalhes do ocorrido, para que as equipes possam agir com maior eficiência e rapidez.




















