A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) colocou fim a um gargalo histórico do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado: a necessidade de pacientes do Interior viajarem centenas de quilômetros em busca de socorro ou consultas. Impulsionada por um investimento de R$ 1,8 bilhão desde 2019, a gestão estadual alcançou a marca de 1,6 mil obras viabilizadas nos últimos anos, consolidando uma forte rede regionalizada em que a infraestrutura física se transformou em atendimento humanizado e especializado perto da casa dos paranaenses.
O planejamento foi estruturado justamente para combater o deslocamento dos pacientes. No modelo antigo, moradores do Interior ou de cidades de pequeno porte precisavam viajar por horas para passar por consultas com especialistas ou realizar exames de alta complexidade. Hoje, os investimentos criaram cinturões de atendimento regional, transformando os recursos públicos em serviços práticos na ponta.
Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, esse marco consolida um modelo de gestão eficiente, baseado no lema de que as obras precisam ter um propósito humano.
“Temos a convicção de que parede não cura ninguém, o que cura é o acolhimento, o médico, a estrutura funcionando”, afirmou o secretário. “Por isso, cada tijolo colocado nessas mais de 1,6 mil obras foi planejado sob a ótica da regionalização e da resolutividade. O Paraná hoje não constrói vazios urbanos, nós entregamos obras que se transformaram em atendimento humanizado e de qualidade perto de onde as pessoas vivem”, acrescenta Cesar Neves.
DESCENTRALIZAÇÃO – Entre os principais símbolos dessa transformação estão os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs). O Estado estruturou 24 novas unidades para cobrir todas as regiões, unificando consultas especializadas e exames de diagnóstico em um só lugar. Exemplos recentes incluem o AME de Ivaiporã (Vale do Ivaí), com investimentos de R$ 15,3 milhões, o AME de Irati (Centro-Sul), e o de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), que recebeu R$ 31,8 milhões. Ponta Grossa (Campos Gerais) inovou ainda mais ao inaugurar o primeiro AME universitário do Brasil.
Na retaguarda da urgência e emergência, os Pronto Atendimentos Municipais (PAMs) e as Unidades Mistas de Saúde (UMS) redesenharam o socorro imediato 24 horas. Cidades como Astorga, Bela Vista do Paraíso e Maria Helena ganharam estruturas modernas para procedimentos de baixa e média complexidade, evitando que casos mais simples sobrecarreguem os grandes hospitais de referência.
Somente para a implantação dos PAMs padrão da Sesa, o volume de recursos chega a R$ 284,5 milhões, garantindo socorro rápido e estabilização de pacientes diretamente nos municípios.
MATERNO-INFANTIL – Outra frente que recebeu atenção prioritária e sensibilidade da gestão estadual foi a linha de atenção materno-infantil. Com um aporte expressivo de R$ 280,1 milhões dedicados exclusivamente à construção, ampliação e modernização de maternidades, o Governo do Estado trabalha para que o nascimento dos novos paranaenses ocorra com a máxima segurança, dignidade e conforto, sem que as gestantes precisem encarar longas viagens na hora do parto.
Um dos grandes marcos desse planejamento é a nova maternidade de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Com mais de 3 mil metros quadrados de área construída, a estrutura funciona como um hospital completo de retaguarda, oferecendo pronto atendimento clínico 24 horas, centro cirúrgico para procedimentos obstétricos e dezenas de leitos modernos de enfermaria adulta e pediátrica.
Além disso, o Estado levou novas alas maternas a municípios de diferentes perfis, como o anúncio e planejamento da nova maternidade de Sengés, integrando o atendimento do pré-natal de alto risco ao momento do parto em um fluxo humanizado e integrado regionalmente.
PLANEJAMENTO INTREGADO – Todo esse conjunto de investimentos na saúde, que inclui também mais de 100 grandes obras de ampliação hospitalar, novas alas cirúrgicas e o fortalecimento constante da assistência básica, é coordenado de forma técnica pela Diretoria de Obras para a Saúde da Sesa. O foco desde o início foi destravar projetos que estavam paralisados há anos e garantir suporte técnico direto para as prefeituras.
A diretora de Obras da pasta, Marianna do Rocio Cardoso, diz que o diferencial de engenharia do Estado está no diálogo constante com as equipes locais, garantindo que as estruturas correspondam as necessidades de cada cidade.
Segundo ela, o envolvimento dos gestores municipais é fundamental porque são eles que conhecem a realidade na ponta de cada cidade. “Por isso, procuramos manter um diálogo aberto para que os investimentos atendam às necessidades específicas e os recursos sejam bem aplicados”, afirma Marianna. “Essa parceria estreita e contínua com os gestores locais é o que assegura que cada região receba exatamente a estrutura necessária para o seu perfil demográfico, consolidando uma rede paranaense forte, integrada e focada no bem-estar social das famílias”.
Fonte: Governo PR




















