O Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Paraná consolidou-se como uma força de elite em 2024, atendendo a 83 grandes ocorrências e alcançando um feito notável: a resolução de todos os 10 casos envolvendo reféns sem nenhuma vítima fatal. A capacidade de gerenciamento de crise e as técnicas avançadas de preservação da vida demonstram a alta especialização da tropa em situações de altíssimo risco.
As ações do BOPE abrangeram desde o combate ao crime organizado até ocorrências complexas com explosivos, demonstrando a versatilidade e a prontidão do batalhão. Em um esforço contínuo para desarticular grupos criminosos, foram apreendidas 32 armas de grosso calibre (5.56 e 7.62), armamentos com alto poder destrutivo que representam grave ameaça à segurança pública.
Ainda no front de segurança, a unidade especial realizou apreensões significativas de explosivos. Em apoio a outras forças, 403,3 quilos de material explosivo foram retirados de circulação neste ano, elevando o total apreendido pelo batalhão entre 2024 e 2025 para impressionantes 4,8 toneladas. Um dos destaques foi a localização de quase 240 kg de explosivos em um carro na cidade de Campo Mourão, um indicativo da seriedade das ameaças combatidas.
O BOPE também tem desempenhado papel crucial na resposta a crises dinâmicas, como os audaciosos roubos a instituições financeiras nas modalidades “novo cangaço” e “domínio de cidades”, que envolvem armamento pesado e a atuação de organizações criminosas interestaduais. Em paralelo, a unidade mantém uma frente de ações preventivas e de assessoramento técnico, integrando-se a órgãos de inteligência estaduais e federais para antecipar ameaças e apoiar investigações complexas. De janeiro a setembro, o batalhão contabilizou mais de 200 missões, incluindo diversos apoios a outras operações.
“O batalhão tem papel essencial na estratégia de segurança do Estado. Atua em situações de altíssimo risco com técnica e responsabilidade, sendo referência nacional em eficiência operacional e em inovação tática”, afirmou o tenente-coronel Cezar Hoinatski, comandante do BOPE. “A unidade simboliza a capacidade do Paraná de responder a qualquer ameaça com profissionalismo e legitimidade. Cada operação bem-sucedida é resultado de muito treinamento, disciplina e, sobretudo, do compromisso com a preservação da vida e com a segurança da população paranaense.”
Além do desempenho operacional, o BOPE está em um processo contínuo de modernização tecnológica. A aquisição de novos fuzis de precisão, miras holográficas, sistemas de monitoramento termal, robôs antibombas e drones com sistemas de contramedidas eletrônicas faz parte do plano. A unidade também investe em simuladores de realidade virtual para aprimorar o treinamento e a avaliação do seu efetivo.
Estrutura e legado histórico
O BOPE é composto por três companhias especializadas: a 1ª Companhia de Operações Especiais (COE), a 2ª Companhia de Operações Especiais, responsável pelo Esquadrão Antibombas (EAB), e a 3ª Companhia de Operações Especiais, dedicada à Equipe de Negociação (EN).
Sua origem remonta à Companhia de Operações Especiais (COE), criada em 27 de outubro de 1964, com o capitão Goro Yassumoto como seu primeiro comandante. A unidade evoluiu para Corpo de Operações Especiais (COE) em 1968, mas sua estrutura foi extinta em 1974, gerando um vácuo de quase 15 anos sem uma força especializada para Operações Especiais na PMPR.
A importância histórica da unidade foi recentemente reconhecida. Por meio do Decreto Estadual nº 3078, de 2023, o Governo do Paraná oficializou o dia 27 de outubro de 1964 como a data de origem do BOPE, um ato que reforça o papel essencial do batalhão como tropa de elite nas missões críticas e sua constante dedicação à segurança da sociedade paranaense.






















