Maringá

Arte urbana e inclusão: Terminal de Maringá inaugura murais em homenagem a personalidades

Quem passar pelo Terminal Urbano de Maringá a partir da próxima segunda-feira, dia 6 de julho, às 9h da manhã, vai se deparar com um cenário completamente transformado. O espaço será palco da inauguração oficial do projeto “O Céu é o Limite”, uma galeria a céu aberto que utiliza o grafite para celebrar a trajetória de pessoas com deficiência que são sinônimo de superação e protagonismo na cidade.

A iniciativa, articulada em conjunto pelas secretarias municipais de Cultura (Semuc), da Pessoa com Deficiência (Seped) e de Mobilidade Urbana (Semob), leva a assinatura do artista visual e grafiteiro Frank Paris. Para dar um tom de reverência histórica à obra, Paris adotou uma estética de forte contraste: os rostos dos homenageados foram pintados em um estilo realista em preto e branco, saltando aos olhos sobre fundos de cores vibrantes que trazem elementos gráficos remetendo à área de atuação de cada um.

A seleção de rostos que agora estampam as paredes do terminal reflete a pluralidade do talento maringaense. No esporte, ganham destaque as nadadoras gêmeas Beatriz e Débora Carneiro, o veterano do futebol de amputados Ademir Cruz de Almeida (na modalidade desde 1989) e o atleta de handebol e basquete em cadeira de rodas Marcelo Amaral.

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A representatividade se estende a outras esferas profissionais e sociais. Os murais também eternizam a palestrante e escritora Giane Rodrigues, focada em agilidade emocional; a biomédica esteta, neuropsicoterapeuta e modelo Sarah Bueno; e a professora de Libras Nadiely de Angeli, surda bilateral profunda. A nova geração também tem voz garantida com os irmãos Henri e Pietro Carraro Vido, vereadores mirins que atuam ativamente na defesa de políticas públicas de acessibilidade no município.

Mais do que colorir o concreto, a intervenção busca ressignificar o espaço público. Segundo o secretário de Cultura, Tiago Valenciano, a obra transforma um mero local de passagem em um ponto permanente de memória e valorização da história local. Essa visão é compartilhada por Marcos Aurélio da Silva, titular da Seped, que enxerga na arte urbana uma ferramenta poderosa para materializar a coragem e a participação cidadã dessas figuras.

Para o secretário de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, o impacto será sentido diretamente no dia a dia da população. Ao colocar essas histórias em evidência em um local de circulação em massa, o terminal ganha uma atmosfera muito mais humana, acolhedora e pautada pelo respeito absoluto à diversidade.

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