O Maringá Futebol Clube vive neste sábado (10.10) a tarde mais importante dos seus 16 anos de existência. Às 17h, no Estádio Regional Willie Davids, o Tricolor Maringaense recebe o Floresta-CE pela sexta e última rodada da segunda fase da Série C, em um confronto que vale o acesso à Série B de 2027 — divisão que o clube jamais alcançou desde sua fundação, em 2010.
A matemática favorece o Dogão. Segundo colocado do grupo B, com oito pontos, o Maringá garante a vaga em caso de vitória ou empate — e até mesmo com derrota por um gol de diferença, por ter saldo melhor que o adversário. O Floresta, terceiro com cinco pontos, precisa vencer por pelo menos dois gols para levar a decisão para o seu lado. O Santa Cruz, líder do quadrangular, já garantiu o acesso com uma rodada de antecedência, e o Botafogo-PB, lanterna com um ponto, está eliminado e só cumpre tabela.
A caminhada até a decisão foi construída com regularidade. O Maringá abriu a segunda fase vencendo o próprio Floresta por 1 a 0, em Fortaleza, com gol de Ronald Camarão. Na sequência, caiu diante do Santa Cruz no Willie Davids, pelo mesmo placar, mas se reergueu ao bater o Botafogo-PB por 2 a 0 diante da torcida. Na penúltima rodada, empatou em 1 a 1 fora de casa com o Santa Cruz e chegou à última rodada dependendo apenas das próprias forças. O time perdeu apenas um dos últimos oito jogos.
O momento histórico tem contornos ainda maiores quando se olha para trás. Fundado em 2010 com o objetivo de resgatar a tradição do futebol local, o clube passou por uma profunda transformação a partir do final de 2016, quando a atual gestão assumiu a equipe recém-rebaixada na segunda divisão do Campeonato Paranaense. De lá para cá, o Dogão se consolidou entre os protagonistas do futebol paranaense, conquistou o acesso à Série C em 2024 e, dois anos depois, está a 90 minutos da segunda divisão nacional.
O técnico Ivan Campanari pede equilíbrio em um jogo que ele próprio classifica como decisivo para clube, atletas e cidade. “Sabemos da importância dessa partida para o clube, para os atletas e para toda a cidade. Trabalhamos muito para chegar até aqui e temos consciência da responsabilidade que teremos dentro de campo. Será um jogo extremamente difícil, diante de uma equipe qualificada, que também tem seus objetivos, muito bem treinada pelo Leston, mas confiamos muito no nosso grupo e em tudo o que construímos durante essa caminhada. Precisamos ter equilíbrio, concentração e competir em alto nível durante os 90, 100, 110 minutos”, avaliou.
Para o confronto, Campanari será obrigado a mudar a escalação pela primeira vez em seis jogos. O zagueiro e capitão Lomar cumpre suspensão pelo terceiro amarelo, e Pedrinho está no departamento médico. Travassos aparece como principal candidato à vaga na zaga, com o lateral-direito Gabriel Souza como alternativa. Ronald Camarão, autor do gol na abertura do quadrangular, está pendurado. Do lado cearense, o técnico Leston Júnior perde o meia Garraty, suspenso, e não conta com Buga, emprestado pelo próprio Maringá.
A expectativa é de casa cheia. Cerca de 10 mil ingressos já haviam sido vendidos até a véspera, para um estádio com capacidade liberada de 18.676 torcedores. As entradas seguem à venda pelo aplicativo oficial do clube, na MFC Store, no Mercadão de Maringá, e no site da Ingresso Nacional, com valores de R$ 10 (Curva da Prudente), R$ 40 (descoberta) e R$ 60 (coberta) — todos com opção de meia-entrada ou ingresso solidário, mediante doação de um quilo de alimento não perecível ou meio quilo de ração para cães e gatos. Idosos acima de 65 anos podem retirar ingressos gratuitos nas bilheterias a partir das 9h.
O jogo terá transmissão do SportyNet e do Canal do Benja/TMC. Do outro lado, o Floresta, a poucos dias de completar 72 anos, também persegue um acesso inédito — o que promete transformar o Willie Davids no palco de uma das decisões mais tensas da última rodada da Série C.




















