A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu em flagrante um homem suspeito de praticar o crime de estelionato na modalidade conhecida como falsa entrega. A captura aconteceu nesta terça-feira (16), em Curitiba.
A prisão ocorreu após uma moradora da capital procurar a PCPR ao desconfiar de um anúncio em rede social que oferecia um kit churrasco por valor abaixo do praticado no mercado.
Diante da denúncia, equipes policiais acompanharam a entrega no endereço da denunciante e abordaram o suspeito no local. Durante a ação, foram localizadas carnes transportadas em uma motocicleta e quatro máquinas de cartão. Uma delas apresentava indícios de adulteração e foi apreendida para análise.
As investigações apontam que o homem vinha atuando em Curitiba ao menos desde maio deste ano e que utilizava anúncios de produtos e supostos presentes para obter dados bancários das vítimas e realizar transações não autorizadas.
Segundo a delegada da PCPR Fernanda Moretzsohn, no dia 3 de junho uma vítima idosa teria sido abordada durante a entrega de carnes. Na ocasião, o suspeito simulou problemas na máquina de cartão para obter a senha bancária da vítima e, posteriormente, realizar compras em seu nome.
“Em outro caso investigado, ocorrido em maio deste ano, o homem teria entrado em contato com uma moradora afirmando que entregaria uma cesta de chocolates em comemoração ao aniversário dela. Ao chegar ao endereço, solicitou o pagamento de uma taxa de entrega e exigiu que o cartão fosse inserido na máquina”, diz.
De acordo com o relato da vítima, durante a operação de pagamento, o suspeito permaneceu por vários minutos simulando falhas no equipamento. Posteriormente, foi identificada uma transação no valor de R$ 2.999. Ao ser confrontado, ele agiu de forma violenta e fugiu levando o cartão da vítima.
Após os procedimentos de polícia judiciária, o homem foi autuado em flagrante e encaminhado ao sistema penitenciário.
A PCPR orienta a população a desconfiar de ofertas com valores muito abaixo dos praticados no mercado e a evitar inserir cartões e senhas em equipamentos de pessoas desconhecidas durante entregas ou cobranças de taxas.
Fonte: PJC PR























