Maringá avançou no ranking do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 e passou a figurar entre os 15 municípios com melhor qualidade de vida do país. A cidade alcançou a 14ª posição entre os 5.570 municípios avaliados, com nota geral de 70,87, desempenho superior ao registrado no ano passado, quando havia obtido 68,84 pontos.
O resultado mostra evolução de Maringá em indicadores sociais, ambientais e de acesso a serviços públicos. O levantamento utiliza 57 indicadores extraídos de bases públicas, como IBGE, Inep, DataSUS e MapBiomas, e analisa o desempenho dos municípios em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.
No eixo Fundamentos do Bem-estar, Maringá também obteve destaque no Paraná ao atingir 78,32 pontos. Com esse desempenho, ficou à frente de Londrina, que marcou 74,94, e atrás apenas de Curitiba, que alcançou 78,51. Essa dimensão reúne indicadores ligados ao acesso ao conhecimento básico, à informação e comunicação, à saúde e bem-estar, além da qualidade do meio ambiente.
Para o prefeito Silvio Barros, a posição conquistada no ranking reflete uma política pública voltada ao planejamento e ao cuidado com a população. Segundo ele, o reconhecimento mostra que investimentos em áreas como educação, saúde, meio ambiente e inovação produzem efeitos concretos no cotidiano dos moradores. O prefeito também afirmou que o desempenho representa não apenas um bom indicador, mas um legado que está sendo construído para as próximas gerações.
Na área da educação, o município ampliou ao longo de 2025 ações voltadas à formação continuada de professores, ao uso de tecnologia educacional e a projetos de contraturno escolar com atividades pedagógicas complementares. Um dos destaques foi a implantação do método de alfabetização IntraAct, que elevou de forma expressiva os índices de aprendizagem. Na avaliação final do processo, mais de 80% das crianças do 2º ano foram consideradas alfabetizadas, índice bem acima da média anterior de 25%, registrada na avaliação de fluência leitora de 2024.
No campo do acesso à informação e comunicação, a prefeitura avançou na digitalização de serviços públicos e na modernização dos canais de atendimento on-line. Também foram desenvolvidas iniciativas de inclusão digital voltadas especialmente a idosos e pessoas com deficiência.
Os indicadores de saúde e bem-estar também ajudam a explicar o desempenho do município. Em 2025, a Prefeitura de Maringá realizou mais de 280 mil procedimentos especializados e reduziu a fila reprimida de 132 mil para 72 mil até dezembro. Já entre janeiro e abril de 2026, foram contabilizados 99.532 procedimentos especializados, entre consultas, exames e cirurgias. O município também intensificou mutirões de atendimento, campanhas de vacinação e prevenção, ações de saúde mental e programas voltados à atividade física e à qualidade de vida, como o Maringá + Cidadania e o Espaço + Saúde.
Na área ambiental, Maringá manteve sua condição de referência nacional em arborização urbana e ampliou ações ligadas à educação ambiental, preservação de fundos de vale, coleta seletiva e reciclagem. Em 2025, o município recebeu o Selo Clima Paraná 2025, reconhecimento coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável pelas ações ligadas à sustentabilidade e ao enfrentamento das mudanças climáticas. No mesmo período, a fiscalização ambiental foi reforçada, com aplicação de 478 multas por crimes ambientais, aumento de 48% em relação ao ano anterior.
Ao comentar o resultado, Silvio Barros afirmou que o desempenho é fruto de um trabalho articulado entre diferentes áreas da administração municipal. Segundo ele, os investimentos em educação, saúde, meio ambiente, inovação e inclusão se refletem diretamente na vida da população. O prefeito acrescentou que a cidade seguirá ampliando políticas públicas com foco em qualidade de vida, sustentabilidade e desenvolvimento humano. Entre as medidas citadas, estão a implantação de duas novas Unidades de Pronto Atendimento 24 horas, investimentos em consultas e óculos para crianças da rede municipal que necessitam de correção visual, além da ampliação de serviços de recapeamento e reforço da segurança.
Desenvolvido pela Social Progress Imperative e publicado anualmente em cerca de 170 países desde 2014, o IPS tem no Brasil coordenação do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. A edição de 2026 é a terceira nacional do levantamento, sucedendo os relatórios divulgados em 2024 e 2025.






















