Com vigilância sentinela, Paraná está preparado para sazonalidade de síndromes gripais

Modelo de sucesso no país, Paraná está preparado para sazonalidade de síndromes gripaisFoto: Gilson Abreu/Arquivo

O período de maio a julho é quando ocorre o maior número de síndromes gripais. Os idosos fazem parte do grupo de maior vulnerabilidade para hospitalização por causa destas síndromes, junto de crianças e gestantes. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) mantém uma estrutura robusta de monitoramento constante da circulação de vírus respiratórios no território paranaense, liderada pala Vigilância Epidemiológica e Laboratório Central do Estado (Lacen) e por uma rede de 34 unidades sentinelas espalhadas por todas as Regionais de Saúde.

A estrutura de vigilância sentinela funciona com a coleta regular de amostras de pacientes com sintomas gripais nas unidades distribuídas pelo Estado. O Lacen analisa esse material genético para identificar quais vírus estão circulando em cada região. Esse mapeamento em tempo real subsidia a Sesa na tomada de decisões preventivas, na distribuição de medicamentos e no direcionamento de campanhas de conscientização.

A eficiência desse sistema foi reconhecida como “padrão ouro” pelo Ministério da Saúde, que escolheu o Paraná para abrir um ciclo de visitas técnicas neste ano e destacou a capacidade de resposta rápida do Estado durante os meses mais críticos de circulação viral, período em que o Paraná evitou decretar emergência em saúde pública, ao contrário de outros estados.

O secretário de Estado da Saúde, César Neves, afirma que o reconhecimento federal é fruto de um trabalho árduo e permanente das equipes de Vigilância. “Sermos reconhecidos como padrão ouro pelo Ministério da Saúde é reflexo de um trabalho ininterrupto das nossas equipes de vigilância, do Lacen e das Regionais de Saúde. Nossa missão é transformar esses dados em ações práticas, como a ampliação da cobertura vacinal e o tratamento oportuno, garantindo proteção da população paranaense”, diz.

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REDE ESTRUTURADA – O Paraná é o único estado do País com uma rede de unidades sentinelas tão abrangente e organizada para a vigilância da síndrome gripal.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, enfatiza o papel estratégico desses pontos de monitoramento ao lembrar que o trabalho contínuo entre vigilância epidemiológica, imunização, laboratórios e assistência hospitalar fortalece a saúde pública do Paraná. “Nosso objetivo é efetivar ferramentas que confirmem um trabalho muito articulado e preparado para que possamos enfrentar com agilidade qualquer nova emergência em saúde pública”, diz.

A integração das ações foi aprimorada durante a Oficina de Fortalecimento da Vigilância Sentinela de Síndrome Gripal, promovida no dia 7 em parceria com o Ministério da Saúde. O encontro capacitou profissionais das 22 Regionais de Saúde, municípios e das unidades sentinela, para lidar com a sazonalidade dos vírus respiratórios e agilizar o uso das informações do sistema de notificação de agravos.

VACINAÇÃO – A imunização é a principal barreira contra o agravamento das doenças respiratórias. Desde o início da campanha de vacinação contra gripe até o dia 10 de maio foram aplicadas mais de 1,3 milhão de doses de imunizantes contra a Influenza no Paraná, sendo mais de 760 mil em idosos com mais de 60 anos e 150 mil em crianças entre 6 meses e menores de 6 anos, principais faixas etárias suscetíveis ao agravamento da doença.

Além da campanha de multivacinação em andamento até 30 de maio, alguns municípios também promovem ações de vacinação extramuros em escolas, bailes da terceira idade, Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIS), incluindo ampliação de horário em postos de vacinação e abertura de unidades aos sábados.

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A meta é imunizar 90% dos grupos prioritários, o que representa cerca de 4,5 milhões de paranaenses, e para isso a Sesa aguarda novas remessas do Ministério da Saúde e a adesão por parte da população paranaense.

A vacina contra a gripe está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, entre eles crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos acima de 60 anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, pessoas com comorbidades e trabalhadores de áreas essenciais, como saúde e educação.

A Sesa reforça o apelo para que a população busque as doses antes da chegada do inverno, pois o organismo leva até três semanas para desenvolver a imunidade completa.

PREVENÇÃO – O enfrentamento das síndromes gripais também exige a colaboração da sociedade com medidas não farmacológicas. A Sesa orienta a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%, além de cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar. A recomendação também inclui manter os ambientes bem ventilados, evitar aglomerações e não compartilhar objetos de uso pessoal.

Pessoas que apresentem sintomas como febre repentina, tosse, dor de garganta ou mal-estar devem buscar atendimento médico nas UBS e manter distanciamento de atividades coletivas até a melhora do quadro clínico.

Fonte: Governo PR

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