O Governo do Paraná acaba de garantir um novo repasse de US$ 3,75 milhões (equivalente a R$ 19,8 milhões) do Banco Mundial (BIRD), como reconhecimento pelo cumprimento de metas no Projeto Paraná Eficiente. Os recursos serão destinados à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e serão aplicados no aprimoramento do combate a riscos cardiovasculares e na modernização dos sistemas da pasta.
A conquista é resultado direto da expansão do programa Nacional Telessaúde no estado. A meta estabelecida pelo Banco Mundial previa que 37,5% dos municípios paranaenses deveriam estar vinculados ao programa. No entanto, o Paraná superou a expectativa, alcançando 41% de cobertura – ou seja, 164 dos 399 municípios – em 2025, um ano antes do previsto.
Um dos grandes benefícios dessa expansão é a ampliação da rede de telediagnóstico em eletrocardiograma (ECG). Com pontos de Telessaúde nas cidades, médicos locais podem realizar diagnósticos instantâneos de infarto agudo do miocárdio, permitindo o acionamento rápido da rede de urgência e emergência e intervenções que salvam vidas.
“Recebemos esses recursos e vamos avançar mais. Já levamos o Telessaúde a 164 municípios e vamos chegar a todos os 399. Teremos boas novidades para acontecer também no atendimento de urgência cardiovascular, que talvez seja o ponto chave da mudança da mortalidade. Vamos entrar com medicamentos de emergência contra o infarto, o derrame e o acidente vascular-cerebral isquêmico”, declarou o secretário da Saúde, Beto Preto.
O secretário do Planejamento, Ulisses Maia, que coordena o Projeto Paraná Eficiente, ressaltou a importância da gestão transparente e focada em resultados. “Planejamento eficiente gera saúde de qualidade. Vamos fortalecer o combate a doenças do coração e modernizar o atendimento. Quando o Estado se organiza e cumpre metas internacionais, o maior beneficiado é o cidadão, que passa a contar com um sistema de saúde mais ágil, humano e capaz de salvar vidas”, afirmou.
Paraná Eficiente: Transformando Serviços Públicos
O Projeto Paraná Eficiente foi inicialmente concebido como resposta à pandemia de Covid-19, visando otimizar a eficiência da saúde e de outros serviços públicos prioritários. Com a superação da emergência sanitária, a iniciativa foi ampliada para abranger melhorias na gestão pública, meio ambiente, defesa civil e, claro, saúde. O projeto conta com um financiamento total de US$ 130 milhões do Banco Mundial, liberados conforme o cumprimento de metas específicas.
Para garantir a transparência e a correta aplicação dos recursos, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) atua como Agência de Verificação Independente, validando que os indicadores e requisitos estabelecidos pelo Banco Mundial são alcançados. Segundo o presidente do Ipardes, Jorge Callado, “esse processo representa a inteligência de dados aplicada diretamente para otimizar a aplicação do recurso público”.
Técnicos do Banco Mundial realizam missões regulares ao Paraná para acompanhar o andamento do projeto. A mais recente ocorreu em outubro de 2025, e a próxima está agendada para abril deste ano. O BIRD tem atestado o bom uso dos investimentos e reconhecido o compromisso dos órgãos estaduais envolvidos, o que reforça a confiança e a continuidade da parceria para benefício da população paranaense.



















