PCPR conclui investigação sobre apropriação indébita em associação filantrópica em Ponta Grossa

Foto: Fábio

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu nesta segunda-feira (8) o inquérito policial que investigava a prática de apropriação indébita de recursos de uma associação filantrópica voltada ao atendimento de aproximadamente 200 pessoas em situação de vulnerabilidade social e com deficiência na região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

As investigações, iniciadas a partir de denúncia anônima registrada em setembro de 2025, apuraram irregularidades financeiras na gestão dos recursos da entidade, que teria sido administrada de forma irregular por sua então presidente.

Segundo o inquérito, a investigada realizava saques em espécie da conta bancária da associação, alegando problemas com a instituição bancária que impediriam pagamentos eletrônicos. 

Conforme o delegado da PCPR Derick Moura, ela também teria afirmado ter perdido toda a documentação relativa ao período de sua gestão, o que intensificou as suspeitas por parte dos demais membros da diretoria.

A investigação identificou movimentações financeiras não justificadas no período de fevereiro a junho de 2025, totalizando aproximadamente R$ 16 mil desviados.

Durante as apurações, foram ouvidos diversos membros da diretoria da associação, que relataram a ausência de prestação de contas e a centralização das movimentações bancárias pela investigada.

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Ainda, de acordo com os depoimentos colhidos, após questionamentos internos, a própria investigada teria confessado informalmente a apropriação indevida dos recursos. Diante da descoberta das irregularidades, ela renunciou ao cargo de presidente e se afastou completamente da instituição.

“Durante o interrogatório realizado em novembro de 2025, acompanhada de sua advogada, a investigada optou por exercer o direito constitucional ao silêncio”, explica.

Diante dos fatos, a mulher foi indiciada pela prática do crime de apropriação indébita majorada. O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público.

Fonte: PJC PR

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