Queimadas ilegais resultam em R$ 7,4 milhões em multas no Norte Pioneiro

IAT identificou 478 hectares de área de vegetação danificada por fogo em quatro fazendas de Ribeirão Claro, no Norte PioneiroFoto: IAT

O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou nesta quinta-feira (8) os resultados de uma nova ação de fiscalização contra queimadas florestais no Paraná. A partir de um relatório elaborado pelo Núcleo de Inteligência Geográfica e da Informação do Instituto (NGI), técnicos do órgão identificaram 478 hectares de áreas de vegetação danificada por fogo em quatro fazendas de Ribeirão Claro, no Norte Pioneiro.

Desse total, o equivalente a cerca de 500 campos de futebol, 51,1 hectares estavam localizados em Áreas de Preservação Permanente (APP) e 17,2 hectares em áreas de reserva legal, agravantes para o crime ambiental. Ao todo foram emitidos dez Autos de Infração Ambiental (AIA), com a aplicação de R$ 7.418.500,00 em multas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

“Com o apoio de ferramentas tecnológicas, conseguimos identificar e punir os infratores com uma maior rapidez. Isso nos possibilita realizar operações de rotina e planejadas, atuando por terra, água e também com apoio aéreo”, afirma o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro Cesar de Goes, em referência ao Centro de Operações Aéreas (COA), setor implementado no ano passado pelo Instituto como forma de ampliar o alcance das operações de fiscalização.

Goes reforça que quem pratica crimes contra a flora nativa está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.

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O valor arrecadado com as infrações, diz o gerente, é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000.

“Esse valor das multas acaba retornando para o meio ambiente em programas de educação ambiental, ações de conservação e em maior suporte técnico para fiscalização”, explica o gerente.

REDUÇÃO DO DESMATAMENTO – Na terça-feira (6), o IAT já havia divulgado o balanço de outra operação, desta vez na região Sudoeste, que resultou na emissão de R$ 2,2 milhões em punições administrativas.

Rigor na fiscalização com efeito direto na queda do desmatamento ilegal da Mata Atlântica. O Paraná reduziu em 95,2% a supressão do bioma nos últimos quatro anos, de 6.939 hectares, em 2021, para 329 hectares em 2024, de acordo com levantamento produzido pelo Instituto Água e Terra.

O balanço foi coordenado pelo Núcleo de Inteligência Geográfica e da Informação (NGI) do órgão ambiental, setor desenvolvido para colaborar com a vigilância do patrimônio natural paranaense, com base nos alertas publicados pela Plataforma MapBiomas, uma iniciativa do Observatório do Clima.

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Entre as regionais do IAT que apresentaram as diminuições mais significativas no período estão justamente a de Francisco Beltrão, que passou de 706,01 hectares para 11,26 hectares (queda de 98%), seguida do Litoral (de 58,58 hectares para 1,88 hectare) e Pato Branco (de 571,79 hectares para 17,68 hectares), ambas com 96%.

Melhoria que deve ser atribuída às ações de fiscalização desenvolvidas pelo IAT, tanto em vistorias a campo quanto de forma remota. De 2021 para 2024, o número de Autos de Infração Ambiental (AIAs) ligados a crimes contra a flora nativa aumentou em 65%, passando de 3.183 para 5.252. O valor total das multas também cresceu, indo de R$ 78.797.343 para R$ 134.067.876 no ano passado, alta de 70%.

COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.

No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

Fonte: Governo PR

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