A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou, nas últimas segunda (8) e terça-feira (9), um treinamento intensivo para o uso de armas não letais de incapacitação neuromuscular, popularmente conhecidas como tasers. A capacitação foi destinada aos policiais que atuarão durante a operação Verão Maior Paraná, visando padronizar procedimentos, aprimorar o conhecimento técnico e qualificar o emprego desses equipamentos em diversas situações operacionais.
O curso foi estruturado em etapas teóricas e práticas. No período da manhã, os participantes aprofundaram-se no funcionamento do equipamento, seus aspectos técnicos, protocolos de segurança e os critérios para sua utilização em diferentes tipos de ocorrências.
A fase prática, no período da tarde, foi dividida em três momentos cruciais. Inicialmente, os servidores tiveram contato direto com a arma, familiarizando-se com sua anatomia, os métodos corretos de carregamento, retirada do cartucho, acionamento e desligamento.
Em seguida, a formação inovou com o uso de kits de realidade virtual, que incluíram óculos imersivos, tablets e controladores específicos. Essa tecnologia permitiu a simulação de cenários realistas, como abordagens, negociações e situações de risco, exigindo dos policiais uma rápida tomada de decisão. A etapa final da prática envolveu disparos reais no estande de tiro, onde os alunos puderam vivenciar a aplicação do equipamento e observar os efeitos do dispositivo no processo de imobilização.
Tecnologia e segurança do taser
O taser é um recurso projetado para situações de menor risco ou em cenários com múltiplas ameaças. Seu funcionamento baseia-se na emissão de pulsos elétricos que provocam a incapacitação muscular temporária, interrompendo a comunicação entre o sistema nervoso e o sistema motor. A corrente elétrica gerada, de 1,2 miliampere (mA), é considerada de baixo risco à vida, priorizando a segurança tanto do policial quanto do indivíduo abordado.
O modelo adotado pela PCPR se destaca por funcionalidades adicionais que otimizam sua utilização. Conta com lanterna embutida, um laser verde de alta visibilidade mesmo em ambientes iluminados, e um aviso sonoro e visual antes do disparo. Esses recursos podem, em muitas ocasiões, prevenir a necessidade do uso da força.
O disparo do taser ocorre em dois estágios: primeiramente, é lançado um dardo com fio sem carga elétrica; após cinco segundos, um segundo cartucho libera a corrente responsável pela incapacitação. O equipamento possui a capacidade de armazenar até dez cartuchos, permitindo a atuação contra até três alvos distintos. Em caso de necessidade de reenergização, basta acionar novamente o botão de liga e desliga, eliminando a necessidade de um novo disparo. Além disso, as armas incorporam tecnologia de ponta que registra automaticamente todos os usos, tanto em treinamentos quanto em operações, com as informações sendo armazenadas em nuvem para maior controle e transparência.
A capacitação representa um passo importante na preparação da PCPR para o Verão Maior Paraná, reforçando os recursos disponíveis aos policiais para o atendimento de ocorrências em um período de grande fluxo de pessoas no Litoral do Estado.



















