A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu duas mulheres durante uma operação que apura a produção e comercialização de suplementos alimentares pela internet. A ação aconteceu nesta quinta-feira (11), em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
A investigação teve início após uma empresa fabricante de suplementos alimentares comunicar à PCPR a existência de produtos comercializados em plataformas digitais com indícios de irregularidades.
Durante as diligências, os policiais identificaram um homem, residente em Bocaiúva do Sul, que realizava a distribuição dos produtos pela internet. Em depoimento, ele informou que adquiria os suplementos de uma empresa sediada em São José dos Pinhais.
O delegado da PCPR Mário Sérgio Bradock explicou que com base nos elementos reunidos durante a investigação, a PCPR representou judicialmente por mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos em dois endereços localizados nos bairros Cidade Jardim e Pedro Moro.
Durante as buscas, os policiais constataram que os imóveis eram utilizados para a produção e armazenamento de suplementos alimentares. Segundo a apuração, a atividade era exercida sem as autorizações exigidas pelos órgãos competentes.
“Diante das irregularidades verificadas, duas mulheres responsáveis pelos estabelecimentos foram presas em flagrante por manter atividade sujeita à fiscalização sanitária sem a devida autorização legal”, diz.
A operação contou com o apoio da Vigilância Sanitária de São José dos Pinhais e do Conselho Regional de Farmácia do Paraná, que realizaram fiscalização técnica nos locais e determinaram a interdição das unidades.
Também foram apreendidos computadores, documentos, registros de produção e outros materiais que serão analisados no decorrer das investigações.
Equipes da Polícia Científica coletaram amostras dos produtos encontrados para a realização de exames periciais. Os laudos deverão verificar a composição dos suplementos e subsidiar o andamento das investigações.
As duas mulheres foram encaminhadas à unidade policial para os procedimentos de polícia judiciária e permanecem à disposição da Justiça.
As investigações continuam para apurar a extensão das atividades desenvolvidas pela empresa, identificar outros possíveis envolvidos e verificar a ocorrência de eventuais infrações penais relacionadas ao caso.
Fonte: PJC PR




















