Por Brisa Sanches | Portal de Maringá
A tranquilidade dos moradores da Zona 37 em Maringá foi abalada por um veemente protesto nesta terça-feira (07.10), contra a retomada das obras de uma casa de semiliberdade destinada a menores em conflito com a lei. A manifestação, que reuniu centenas de populares de diversos bairros na Avenida Tuiuti, expressou forte descontentamento com a escolha do local e levantou sérias preocupações quanto à segurança da região.
A construção, iniciada em 2019 sob a tutela do Governo do Estado, já havia sido paralisada anteriormente devido à pressão popular. Apesar de cogitar a doação de um novo terreno, a Prefeitura de Maringá, para surpresa e indignação dos residentes, confirmou a conclusão do empreendimento no mesmo endereço original.
Com faixas e cartazes que expressavam “Segurança Já!” e “Não à Casa na Zona Residencial!”, os manifestantes, liderados pelos comerciantes Franciele Rodrigues e Marcos Mandadori, defenderam que a região, predominantemente residencial, carece da infraestrutura de segurança necessária para um projeto dessa natureza.
“Nossa principal preocupação é a segurança. Este foi o nosso primeiro grande protesto e a adesão foi impressionante. Tivemos até a presença de alguns vereadores, o que mostra a relevância do nosso pleito. Não somos contra o projeto de ressocialização, mas somos veementemente contra a localização escolhida. A segurança na nossa área já é precária, e exigimos que nossas vozes sejam ouvidas”, declarou um dos organizadores à reportagem, ressaltando o desejo da comunidade por um diálogo efetivo com o poder público.
Em resposta, a Prefeitura de Maringá emitiu uma nota oficial esclarecendo que a Casa de Semiliberdade é uma iniciativa do Governo do Estado, com o objetivo primordial de educar adolescentes infratores, promovendo disciplina e ressocialização. A administração municipal defendeu a escolha do terreno, afirmando que a proximidade com escolas e unidades de saúde foi um fator estratégico. Adicionalmente, a prefeitura citou cidades vizinhas como Londrina e Paranavaí, que já operam unidades similares sem registrar aumento nos índices de violência ou conflitos com a vizinhança.
A nota também revelou que a Prefeitura estuda, em parceria com a Secretaria Estadual de Justiça, a possibilidade de a futura unidade em Maringá acolher adolescentes do sexo feminino, ampliando o escopo de atendimento do projeto.
Apesar das justificativas oficiais, a comunidade da Zona 37 permanece mobilizada, prometendo novas ações caso suas reivindicações não sejam consideradas. A tensão persiste entre o clamor popular por segurança e a visão governamental para a ressocialização de jovens.




















