Rio Bonito do Iguaçu

Mãos à Obra: Reeducandos aceleram reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu pós-tornado

Presos fazem primeiras entregas na recuperação de escolas e creches em Rio Bonito do IguaçuFoto: Ruan Felipe/

Em um esforço notável de recuperação, pessoas privadas de liberdade, sob a supervisão da Polícia Penal do Paraná (PPPR), estão desempenhando um papel crucial na restauração das estruturas educacionais e públicas de Rio Bonito do Iguaçu, município castigado por um tornado. A iniciativa tem acelerado as primeiras entregas, devolvendo esperança e funcionalidade à comunidade.

Duas instituições de ensino infantil já sentiram o impacto positivo desse trabalho. Na Creche Pedacinho do Céu, as equipes concluíram a limpeza total, interna e externa, removendo todos os escombros deixados pela força do desastre. Similarmente, no CMEI Dona Laura, além da limpeza abrangente, os custodiados finalizaram o trabalho de cobertura do prédio, uma medida essencial que garante proteção contra futuras chuvas e permite que a avaliação técnica das estruturas avance sem interrupções.

O Colégio Estadual Ludovica Safraider, a estrutura mais severamente danificada, continua a ser foco das equipes. Lá, o trabalho concentra-se na remoção dos resíduos remanescentes, liberando a área para as obras de reconstrução que se seguirão.

Ampliação do Efetivo e Reinserção Social

Em um movimento estratégico para acelerar o processo, o Governo do Paraná quadruplicou o número de presos envolvidos na reconstrução. Atualmente, 46 custodiados atuam ativamente na recuperação de colégios estaduais, creches, da APAE e do destacamento da Polícia Militar, com planos de expandir esse contingente para quase 60 nos próximos dias.

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Parte significativa desse efetivo (24 indivíduos) integra o Programa Mãos Amigas, uma iniciativa que visa a reinserção social através da manutenção e reparos em unidades escolares. Os participantes são selecionados com base em bom comportamento e são acompanhados de perto por policiais penais.

Outra parcela dos trabalhadores é composta por presos em estágio final de cumprimento de pena, provenientes de canteiros de trabalho da PPPR e empresas terceirizadas conveniadas. Além de contribuir com a reconstrução do município, esses indivíduos se beneficiam da remição de pena – a cada três dias trabalhados, um dia é abatido do tempo a cumprir – e recebem auxílio financeiro pelo trabalho desempenhado, promovendo uma transição mais digna para a vida em liberdade.

Paraná: Pioneiro no Trabalho Prisional

O Paraná destaca-se como pioneiro na utilização do trabalho prisional para a manutenção de colégios estaduais. Somente em 2025, o programa já atendeu 427 unidades escolares, realizando mais de 2 mil serviços. Essa abordagem não apenas contribui para a infraestrutura pública, mas também oferece oportunidades de qualificação e reintegração social para os custodiados.

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Novos Horizontes para a Reconstrução

Os esforços não se limitam às escolas. Neste sábado (15), 12 custodiados iniciaram a retirada de entulhos e a limpeza da prefeitura municipal. A partir de domingo, os trabalhos se estenderão para o reparo do teto, forro e outras áreas afetadas do prédio público, ampliando o escopo da ajuda da PPPR na recuperação da cidade.

Para garantir a agilidade das ações emergenciais, o Governo do Estado destinou investimentos importantes: R$ 50 mil para o Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos e R$ 25 mil para o Colégio Estadual Ludovica Safraider, através do Fundo Rotativo. Engenheiros do Fundepar e técnicos do Núcleo Regional de Educação continuam o levantamento detalhado dos danos, etapa fundamental que, agora facilitada pela limpeza, permitirá a avaliação completa e a contratação emergencial das obras necessárias.

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