Por Brisa Sanches
Um dos grandes orgulhos de Maringá, sua exuberante arborização urbana, está sob ameaça de uma “praga” natural que tem preocupado as autoridades municipais. A figueira mata-pau (Ficus sp.), uma planta parasita agressiva, tem se proliferado e sufocado espécies nativas e ornamentais, como os amados ipês e flamboyants. Diante do risco, o prefeito Silvio Barros utilizou suas redes sociais para fazer um apelo urgente à população maringaense, pedindo colaboração na identificação e erradicação dessa invasora.
Em um vídeo divulgado, o prefeito Silvio Barros enfatizou a importância de proteger o patrimônio verde da cidade. “Gente, a arborização é um dos orgulhos maringaenses e, por isso mesmo, precisamos protegê-la até dos riscos naturais. Quando cresce, a figueira mata-pau sufoca a árvore na qual se hospeda, competindo por água e luz. Ou seja, acaba matando os ipês, os flamboyants e as árvores que tanto gostamos. Então, conto com você: fotografe e peça ajuda pelo 156. Assim, juntos, mantemos Maringá cuidada e arborizada”, declarou o prefeito.
A Agressividade da Figueira Mata-Pau
A figueira mata-pau é conhecida por seu comportamento destrutivo. Suas sementes, frequentemente transportadas por aves, germinam em outras árvores, iniciando seu crescimento como epífitas – plantas que vivem sobre outras. À medida que se desenvolvem, suas raízes aéreas descem em direção ao solo, engrossam e envolvem o tronco da árvore hospedeira. Esse processo sufoca a planta original, competindo por nutrientes, água e luz, o que pode levar à morte da árvore que a acolheu. O impacto na biodiversidade local e na paisagem urbana é significativo, comprometendo a saúde das árvores e, por consequência, a qualidade de vida dos habitantes.
Especialistas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente alertam para a importância de os cidadãos estarem atentos a sinais da presença da figueira mata-pau, como raízes aéreas envolvendo troncos de outras árvores. Ao identificar a planta, é crucial acionar os serviços municipais pelo telefone 156 para que as medidas de controle e erradicação sejam adotadas de forma adequada.





















