Paraná amplia rede hospitalar e bate recordes de cirurgias, exames e internamentos

Paraná amplia rede hospitalar e consolida atendimento regionalizado de alta complexidadeFoto:

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa) e da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas), promoveu nos últimos sete anos a maior expansão da rede hospitalar pública da história recente do Paraná. O avanço em infraestrutura, tecnologia, gestão e capacidade de atendimento impulsionou o modelo de atenção especializada iniciado em 2019 e intensificado nos anos seguintes, consolidando uma rede regionalizada, mais resolutiva e preparada para atender com qualidade todas as macrorregiões.

Em 2018, a Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná (Funeas) administrava apenas cinco unidades hospitalares. Com as incorporações realizadas nos últimos anos, a rede passou a contar com 14 unidades sob gestão direta, incluindo hospitais regionais e especializados, além da Escola de Saúde Pública do Paraná e do Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI). A expansão consolidou a Fundação como a maior rede hospitalar pública do Paraná, ampliando o alcance, a qualidade e a resolutividade dos serviços prestados.

“Estamos fazendo o maior investimento em estrutura hospitalar da história do Paraná. Expandimos leitos, modernizamos serviços, reorganizamos fluxos e fortalecemos a presença do Estado em todas as regiões”, diz o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “O resultado é uma rede mais forte, mais humana e mais preparada para atender com qualidade e segurança. Essa transformação melhora a vida das pessoas e entrega um SUS mais eficiente e integrado”, afirma.

O presidente da Funeas, Geraldo Biesek, reforça que os resultados são fruto de planejamento, ampliação de investimentos e fortalecimento das equipes. “A expansão da Funeas representa uma mudança estrutural no atendimento hospitalar do Paraná. As unidades cresceram, modernizaram-se e ampliaram sua resolutividade. Estamos colhendo resultados expressivos porque houve investimento, gestão técnica e integração regional. Hoje entregamos mais cirurgias, mais diagnósticos, mais terapias e mais cuidado especializado. É um trabalho contínuo de fortalecimento do SUS”, afirmou.

A ampliação da rede trouxe impactos diretos na capacidade operacional dos hospitais. O número de leitos ativos cresceu de forma consistente: o Hospital Regional do Sudoeste (HRS) passou de 126 para 168 leitos; o Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), de 74 para 102; e o Hospital Regional do Centro-Oeste (HRCO) registrou uma das maiores expansões desde sua incorporação em 2022, saltando de 40 para 122 leitos neste ano.

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No total, 12 as unidades hospitalares gerenciadas pela Funeas somam 1.032 leitos ativos, distribuídos entre clínicos, cirúrgicos, pediátricos e de terapia intensiva. Há 136 leitos de UTI, sendo 79 de UTI Adulto e 57 de UTI Neonatal.

A evolução também é marcada nos serviços de alta complexidade. Nos leitos de UTI Adulto, o Hospital Regional do Litoral (HRL) ampliou de 14 em 2019 para 29 leitos em 2025, enquanto o HRS passou de nove para 20. Unidades incorporadas mais recentemente, como o Hospital Regional de Ivaiporã (HRIV) e o HRCO, receberam 10 novos leitos cada, reforçando a descentralização da estrutura crítica. Somados, os hospitais administrados pela Funeas contam com 136 leitos de UTI, sendo 79 de UTI Adulto e 57 de UTI Neonatal.

INTERNAMENTOS – O impacto da expansão estrutural está refletido diretamente nos números de internações. Os hospitais regionais do Litoral e do Sudoeste mantiveram volumes de referência, chegando a mais de 20 mil e 19 mil internações em 2023, respectivamente, números recordes. Já o Hospital Regional do Centro-Oeste apresentou um crescimento expressivo: de 900 internações em 2022 para mais de 9 mil em 2024, se consolidando como referência regional.

CIRURGIAS – Na área cirúrgica, hospitais como o Zona Sul (HZS) e Zona Norte (HZN), em Londrina, tiveram ampliações significativas. Em 2024, o HZS ultrapassou 10 mil cirurgias, enquanto o HZN superou 7,5 mil procedimentos. O HRCO, mesmo incorporado recentemente, alcançou mais de 5 mil procedimentos em 2025, consolidando-se como um novo polo cirúrgico regional. A expansão do parque cirúrgico, somada a programas como Opera Paraná e HOSP Mais, contribuiu para reduzir filas e ampliar o acesso aos procedimentos eletivos em todas as regiões.

O crescimento também refletiu nos atendimentos ambulatoriais e de pronto atendimento. O Hospital de Dermatologia Sanitária (HDS), por exemplo, saiu de 5,7 mil consultas em 2021 para mais de 28 mil em 2024, um aumento de quase 390%. Além disso, a unidade triplicou os atendimentos especializados de estomaterapia, que passaram de 7.895 em 2021 para 21.197 em 2024, reforçando a unidade como referência estadual nesse tipo de cuidado.

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EXAMES – Os exames diagnósticos também tiveram forte evolução. O Hospital Regional do Litoral passou de 19 mil em 2018 para mais de 288 mil em 2024, um aumento de aproximadamente 1.416% no período. Já o do Sudoeste ultrapassou 290 mil exames em 2024, mantendo crescimento consistente. 

O Hospital Infantil Waldemar Monastier duplicou sua produção laboratorial e ampliou significativamente a capacidade em exames cardiológicos, passando de pouco mais de 63 mil em 2018 para 144 mil em 2024. Já o HRCO se destacou pela velocidade de implantação: de apenas 3 mil exames laboratoriais em 2022 para quase 84 mil em 2025, além de saltar de 42 para mais de 6 mil exames cardiológicos no mesmo período, um avanço superior a 14.000%.

TERAPIAS – Os serviços multiprofissionais também cresceram de forma significativa. O HRS passou de 63 mil terapias em 2018 para mais de 787 mil em 2024, enquanto o HIWM ultrapassou 387 mil atendimentos em 2024 e manteve crescimento, alcançando mais de 419 mil em 2025. Unidades incorporadas mais recentemente, como HZN, HZS e HRCO, superaram 100 mil terapias anuais, consolidando polos regionais de reabilitação e apoio terapêutico.

Para o secretário Beto Preto, os resultados demonstram a dimensão da transformação em todo Estado. “Estamos entregando a maior expansão hospitalar já registrada no Paraná. Isso não é apenas obra, equipamento ou número: é cuidado, é vida. É garantir que cada paranaense, de qualquer cidade, tenha acesso a atendimento digno, moderno e resolutivo. Estamos construindo um SUS que olha para o futuro, mas que responde às necessidades do presente, com responsabilidade, eficiência e humanidade”, conclui.

Fonte: Governo PR

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