Qualidade de Vida

Estudantes de Maringá criam apps com foco em melhorar a vida de idosos

Estudantes do Colégio Estadual Gastão Vidigal

Jovens talentos do Colégio Estadual Gastão Vidigal, em Maringá, demonstraram que inovação e empatia podem andar de mãos dadas. Em um hackathon recentemente realizado na instituição, mais de 60 estudantes do curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas mergulharam em uma maratona de programação para criar soluções tecnológicas focadas em melhorar o cotidiano de pessoas idosas, abordando desde serviços domésticos até o monitoramento de saúde.

A iniciativa, ocorrida em setembro, desafiou alunos das três séries do Ensino Médio a desenvolver softwares e aplicativos com um propósito social claro. Desde então, os protótipos têm sido aprimorados, com a ambição de se tornarem ferramentas reais e acessíveis. A professora Sônia Wakita, coordenadora do curso técnico, destacou os múltiplos benefícios do evento: “O hackathon oferece uma série de benefícios educacionais e profissionais que fortalecem a formação dos alunos, como o desenvolvimento de competências teóricas e práticas, trabalho em equipe, resolução de problemas e aproximação com o mercado de trabalho”.

A inspiração para o tema veio do aumento da expectativa de vida no Brasil, alinhando-se ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 da ONU, que visa garantir saúde e bem-estar para todas as idades. “Queríamos criar um projeto em que os alunos pudessem desenvolver e sair um pouco do tradicional, com alguma proposta que ajudasse a população”, explicou Sônia. “Como estamos vivenciando um momento de aumento no número de idosos, ligamos o útil ao agradável.”

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Soluções que Conectam e Cuidam

Entre os destaques apresentados a uma banca avaliadora composta por educadores e representantes do setor de tecnologia, a Central de Auxílio ao Idoso brilhou. Desenvolvido por um grupo de sete alunos, o aplicativo permite que idosos registrem suas necessidades de serviços (como limpeza ou enfermagem) e encontrem profissionais qualificados. Djeffer Prange, 17 anos, um dos idealizadores, revelou a motivação pessoal: “Identifiquei essa necessidade na experiência da minha família: idosos que enfrentam desafios para tarefas diárias. Criar um aplicativo para facilitar o acesso a profissionais é uma forma de promover saúde, bem-estar e autonomia”. O app inclui chat, sistema de denúncias e validação de identidade para segurança.

Outras inovações notáveis incluíram o Curaconnect, um aplicativo que utiliza Inteligência Artificial para enviar atualizações automáticas e seguras sobre o estado de saúde de pacientes internados diretamente para os familiares, respeitando a LGPD. “A família acompanha o tratamento com clareza e calma, o médico ganha tempo para cuidar do que realmente importa e o hospital ganha em eficiência e humanização”, afirmou Anthony Natale, 16 anos. Já o Hosptechpropôs um sistema de agendamento de consultas médicas via IA, com chat para dúvidas e uma aba para incentivar a doação de sangue.

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O diretor do colégio, Sergio Martinhago, expressou orgulho pela performance dos alunos: “Os estudantes nos surpreenderam ao colocar em prática, em tão pouco tempo e com o cansaço batendo, os projetos que apresentaram. Eles demonstraram resiliência, persistência, alternativas de rumos e inteligência emocional”.

O Colégio Estadual Gastão Vidigal, que atende cerca de 2,6 mil alunos, é um exemplo da aposta do Paraná nos cursos técnicos. O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, reforça o compromisso: “O Governo do Paraná tem investido na expansão dos cursos técnicos, que representam uma grande oportunidade para estudantes da rede estadual. A conexão com a empregabilidade e a verticalização com o Ensino Superior são algumas das vantagens”.

Com iniciativas como o hackathon, os estudantes de Maringá não apenas desenvolvem habilidades técnicas, mas também cultivam um senso crítico e humanitário, preparando-se para um futuro onde a tecnologia serve ao bem-estar da comunidade.

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