Cuidado integral com a saúde auxilia na expectativa de vida de 82,6 anos das mulheres

Maringá, 21 de outubro de 2023 - Paraná Rosa em Ação em Maringá.Foto: Roberto Dziura

No Paraná, elas vivem mais, em média 82,6 anos, enquanto os homens têm expectativa de 75,8 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Viver mais é uma conquista, mas também um convite ao cuidado. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), tem intensificado ações que promovem a autonomia, a prevenção de doenças e o bem-estar das idosas.

Uma dessas ações é a campanha Paraná Rosa, iniciada em outubro e que neste ano se prolonga até o fim do ano, voltada não só à prevenção do câncer, mas um convite à reflexão sobre a saúde integral da mulher em todas as fases da vida.

A longevidade feminina traz vulnerabilidades específicas. Mulheres idosas apresentam mais prevalência de condições crônicas, como osteoporose, hipertensão, diabetes e depressão. Também estão mais suscetíveis à fragilidade física, dependência funcional e aos riscos associados à polifarmácia (uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos).

Elas também enfrentam demandas específicas relacionadas à saúde mental como solidão, ansiedade e luto e requerem cuidados integrais voltados à sexualidade, incontinência urinária, nutrição e saúde óssea.

“O aumento da expectativa de vida das mulheres paranaenses é motivo de orgulho, mas também um chamado à responsabilidade. Nosso papel é transformar esses anos a mais em qualidade de vida e cuidado” ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

A Linha de Cuidado à Pessoa Idosa da Sesa, que desenvolve o projeto “Envelhecer com Saúde no Paraná”, visa a atenção integral à mulher idosa com foco na prevenção de doenças, identificação precoce de fragilidades e manejo das condições de saúde. A estratégia utiliza a Caderneta de Saúde como ferramenta para avaliação e planejamento de atendimentos personalizados.

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Ana Tereza Silva, de 78 anos, residente em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, faz parte deste perfil. Ela se recupera de um câncer de mama, contra o qual lutou por quase dois anos. Mas além disso, tem acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para outros fatores tais como pressão alta.

“Fui diagnosticada com câncer. Fiz o tratamento e agora me recupero. Mas além disso, ainda recebi tratamento para outras doenças. Preciso de um acompanhamento contínuo e recebi, pelo SUS”, explica.

ATENDIMENTO CAPACITADO – A violência contra a mulher idosa ainda é uma realidade silenciosa. Ela se manifesta de várias formas: física, psicológica, patrimonial e também nas sutilezas do idadismo, quando o direito à decisão e à liberdade é negado. Para romper esse ciclo, a Secretaria de Saúde tem investido na capacitação de profissionais, no fortalecimento da escuta humanizada e na notificação dos casos de violência.

De acordo com a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa Sesa, Giseli da Rocha, reconhecer essas mulheres é parte do compromisso com a saúde integral e o respeito à trajetória de quem já cuidou de tantos. “Alimentação equilibrada, atividade física, vínculos sociais e consultas regulares são pilares fundamentais para manter a autonomia e evitar a dependência, especialmente, as mulheres acima dos 75 anos”, explicou.

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VACINAÇÃO – No Paraná, a vacinação é uma das principais estratégias para garantir qualidade de vida e longevidade saudável. As vacinas contra gripe, pneumonia, covid-19, hepatite e tétano são fundamentais para preservar a vitalidade, fortalecer o sistema imunológico e prevenir complicações que podem comprometer a autonomia das pessoas idosas.

Além das campanhas sazonais de imunização, o Estado mantém ações permanentes nas unidades de saúde. A meta é ampliar a cobertura vacinal e reduzir os riscos de hospitalizações e agravos relacionados a doenças evitáveis.

A cobertura estadual das mulheres acima de 60 anos é 56,53% para a dose anual para influenza e 68,11% de cobertura da covid-19 para reforço (a cada 6 meses).

SEXUALIDADE – Com o aumento da expectativa de vida e o surgimento de novos relacionamentos afetivos, cresce também a importância de discutir o sexo seguro no envelhecimento. O uso de preservativos e a realização de testes rápidos são medidas indispensáveis para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como HIV, sífilis. Todos os testes estão disponíveis no SUS.

Fonte: Governo PR

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